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terça-feira, 19 de março de 2013

Cores estranhas nas fotos por causa do equilíbrio de branco errado?

(Foto com uma FED-3, filme Fuji 200)

Se você fotografar em formato .RAW, provavelmente não deve ter muito problemas com os ajustes de equilíbrio de branco (white balance) nas fotos, já que é possível fazer estes ajustes durante o pós-processamento.

Todavia, se você fotografar em .JPEG, ou usa câmeras de filme, certamente deve ter em entre suas fotos várias com tonaldades estranhas, porque se esqueceu de ajustar corretamente o equilíbrio de branco, ou porque não estava com o filme (ou filtro) apropriado.

As câmeras digitais de hoje possuem um ajuste automático de white balance bastante eficiente, contudo, ele não acerta em 100% dos casos. Quando isto ocorrer, você terá de contentar com uma foto esquisita, ou tentar corrigi-la posteriormente no Photoshop, como veremos a seguir.

Corrigindo o Equilíbrio de Branco no Photoshop


Existem vários métodos para corrigir o equilíbrio de branco no pós-processamento, porém, alguns são muito mais complexos do que outros.
Este, abaixo, foi o mais prático e eficiente que encontrei.

1 - abra sua foto no Photoshop

2 - duplique a camada (layer) com CTRL+J

3 - selecione a camada superior


4 - selecione o filtro (Filter) blur/average


5 - você terá uma cor sólida com a mesma tonalidade do equilíbrio branco incorreto


6 - clique no menu layer/new adjustment layer/curves...


7 - na função que se abrirá, existem três conta-gotas na lateral esquerda. Clique no conta-gotas do meio, que determiná o ponto-cinza da imagem. Depois, clique em qualquer ponto do campo da imagem, fazendo que a cor sólida se torne cinza 50%.


8 - neste ponto, você terá três camadas, a primeira, onde está a imagem, a segunda, com a cor sólida, a a terceira com as curvas de ajustes. Apague a segunda camada, a da cor sólida.


9 - agora você terá uma foto com a tonalidade corrigida, muito mais próxima das cores desejadas.

Outros exemplos


Na imagem original, tirada com uma câmera analógica Pentax K1000, ficamos com esta tonalidade alaranjada por causa da luz incandescente.


Nesta segunda imagem, após o tratamento explicado acima, as cores ficaram mais próximas do desejado.


Outra foto tirada com uma câmera digital Canon Rebel XT, também com a tonalidade alaranjada por causa da iluminação interna.


Após o tratamento de correção do equilíbrio de branco, as cores ficaram perfeitas.

Só lembrando que nem sempre este tratamento poderá resultar numa tonalidade correta, mas já é um ótimo ajuste para muitas imagens tiradas com o white balance incorreto.

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terça-feira, 12 de março de 2013

Minha câmera pifou! E agora?


Todo equipamento eletrônico ou mecânico tem uma vida útil e sua câmera fotográfica não é diferente.

As câmeras analógicas, pelo simples fato de serem equipamentos bem mais simples, costumavam ser muito mais duradouras e resistentes ao tempo. Inclusive, ainda hoje é possível encontrar e comprar câmeras fotográficas da década de 1920 que ainda funciona perfeitamente e que podem ser utilizadas.


Eu mesmo tenho uma pequena coleção de câmeras fotográficas antigas, como uma da década 60 e ou dos anos 70 e que, vez ou outra, uso por aí.
Para câmeras analógicas, geralmente não há muito segredo para a manutenção, porém, se você tiver algum problema sério, atualmente poderá ser um pouco complicado encontrar alguém que saiba como consertá-las.


No entanto, quando falamos de câmeras fotográficas digitais, o buraco é mais embaixo, pois, além de partes mecânicas, como a cortina do obturador, o espelho (que dá nome de Reflex às câmeras do gênero), as lâminas da abertura de diafragma da lente, entre várias outras partes móveis que permitem a obtenção da imagem, há também as partes eletrônicas, as baterias, os sensores e visores digitais, ou seja, uma série de elementos sensíveis e que podem dar pau em algum momento, graças ao uso excessivo ou também ao pouco uso.

Sua câmera se desgastará com o tempo, e isto é inevitável.

Defeito de fábrica


Se sua câmera digital for nova e ainda estiver na garantia, vários problemas poderão ser resolvidos diretamente e sem custo com a assistência técnica especializada.
A garantia padrão é de 1 ano, podendo ser extendida caso você pague à mais por isto.

Realmente, eu não saberia lhe dizer se compensa ou não pagar pela garantia extendida. Comprei algumas, mas nunca tive problemas sérios com minhas câmeras nos anos iniciais.
Penso que é muito uma questão de sorte (ou de azar), pois algumas pessoas simplesmente têm dedo podre e conseguem fazer até avião dar pane. Se você for desta espécie, então talvez compense pagar a mais pela garantia prolongada.

Obviamente que a garantia de fábrica não protege contra mau uso do equipamento, nem se ele cair no mar ou ser pisado por alguém na rua.
Se você tiver algum problema mecânico ou eletrônico durante a garantia, antes de mandar para a assistência, leia quais são os casos previstos, senão você terá de pagar pela manutenção.

Mau uso

Estes são casos que a câmera quebrou porque você se descuidou, ou por algum acidente.

Não se culpe, acidentes acontecem e o conserto dependerá muito das dimensões do estrago. Se a câmera ficar completamente estraçalhada e inutilizada, você terá de comprar uma nova, agora, se for danos pequenos, mande para um técnico, faça um orçamento e veja se compensa pagar o conserto ou investir num novo equipamento.

No meu cálculo, se o conserto custar 50% ou mais do que o valor de uma câmera equivalente nova, o melhor é comprar uma nova.

Problemas na lente

Mais do que problemas no corpo da câmera, há grandes possibilidades de ocorrer defeitos nas lentes, que são acessórios bastante frágeis e que podem ser danificados mesmo com pequenas cacetadas.

Uma vez mais, a decisão de mandar consertar uma lente ou comprar outra nova dependerá do valor total de uma lente do mesmo tipo. Se você bateu sua lente L na parede, que custa mais de 1500 dólares, e causou algum estrago, eu preferiria mandá-la para a assistência.

Agora, se você tem uma 50mm f/1.8 que custou 100 doletas, provavelmente o conserto sairá elas por elas, ou seja, talvez uma lente nova seja um melhor negócio.

Recomendações para preservar melhor seu equipamento

Não precisa ser paranóico e andar com sua câmera por aí envolta em plástico-bolha, mas alguns cuidados básicos nunca fizeram mal a ninguém.

Para sua câmera
1 - saiba quão resistente ela é ao clima, se é isolada para chuva e areia. Modelos avançados (e mais caros) costumam ser muito mais bem protegidos e duros na queda;
2 - limpe seu equipamento periodicamente. Isto evitará que ele enferruje ou que partículas se fixem no sensor digital, ou arranhem o espelho;
3 - sempre uso produtos de limpeza apropriados. Água sanitária NÃO é uma boa ideia.
4 - carregue sua câmera numa mochila apropriada e com acolchoamento, além disto, caso não seja possível, compre uma capa de neoprene, que são baratinhas;
5 - não deixe seu equipamento com crianças ou pessoas descuidadas. Basta um "mão furada" para sua câmera se espatifar no chão;
6 - antes de mandar para o conserto, confira se a bateria não acabou.

Para suas lentes
1 - use filtros UV sempre!
2 - não deixe elas largadas por aí sem as tampinhas nas duas extremidades;
3 - cuidado quando for se virar para não acertá-las na parede, ou em qualquer outra coisa;
4 - limpe-as periodicamente, ainda mais se houver ido à praia com elas.

Ter um problema com uma câmera fotográfica, que geralmente não custou nada barato, é sempre um aborrecimento, mas não há muito o que fazer: é mandar consertar, comprar uma nova, jogá-la fora ou tentar usá-la quebrada mesmo.

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terça-feira, 5 de março de 2013

História da Fotografia - parte 3: Leica e 35mm, a criação de uma lenda

(Ur-Leica, a primeira Leica criada em 1914)

Parte 1: Os Primórdios da Fotografia
Parte 2: Kodak e a câmera nas mãos das pessoas comuns

A Kodak dominou o mercado das câmeras fotográficas por algumas décadas, isto até que, na Alemanha, a Leitz, uma empresa do setor de ótica, criou o protótipo de uma câmera fotográfica que usava um filme 35mm.

O pai desta invenção foi o engenheiro Oskar Barnack, responsável pelas pesquisas de microscópios, e que, em 1913, convenceu o dono da Leitz a investir numa câmera destinada a fotografia de paisagens, que fosse portátil e com um negativo que pudesse ser ampliado sem perda de qualidade.

Para isto, foi necessário o desenvolvimento de lentes com grande qualidade ótica, que permitissem imagens extremamente nítidas, o que levou à consolidação da Leitz como a fabricante de algumas das mais perfeitas lentes já concebidas pelo ser humano.

Esta câmera foi batizada de Leica, derivado de Leitz camera. Era o nascimento de uma das maiores lendas da fotografia.

Filme 35mm

O formato de filme 35mm, por causa de sua largura, já era um antigo conhecido. Popularizou-se no cinema, sendo adotado desde cedo pelos fabricantes de cinematógrafos.

Algumas câmeras americanas haviam se arriscado neste formato anteriormente, mas foi o advento da câmera Leica que consagrou o 35mm como o método mais prático e eficiente para registrar as imagens fotográficas.

Este processo demorou algumas décadas, em 1960, o filme 35mm já era o mais disseminado, sendo utilizado por praticamente todas as câmeras voltadas para o público geral.

A princípio, a troca de filmes não era muito simples. O fotógrafo tinha de enrolar o filme fotográfico em câmaras escuras, reutilizando as bobinas. Este era um processo que tomava tempo e era pouco prático.

Em 1934, a Kodak entrou neste jogo mais uma vez, criando um rolo que poderia ser trocado à luz do sol, bastante parecido com os rolos fotográficos vendidos até pouco tempo atrás, antes do boom das câmeras digitais.

Simultaneamente, a Kodak lançou a câmera Retina, na tentativa de competir com as duas marcas mais populares de câmeras 35mm da época, a Leica e a Contax.

Estava para começar a época áurea da fotografia, quando alguns dos maiores fotógrafos da História retratariam o mundo, revelando suas belezas e horrores.

Fontes: Wikipedia e Wikicommons

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