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Curso de introdução à fotografia do Cala a boca e clica
quais são as melhores cameras para 2013?

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Onde está o Wally? - Erros de fotografia que todos nós já cometemos um dia


Olhe bem para esta foto acima.

O que é que está sendo fotografado? Qual é o tema principal dela?

São as ruínas do fóro romano, aquele casal parado no lado direito, as duas meninas do lado esquerdo? O que o fotógrafo quis representar?

Na verdade, este é o tipo de imagem parecido a "Onde está o Wally?", com aquele personagem de camisa listrada de vermelho e branco que quase some em meio a tanta informações e cores.


O tema da imagem sou eu, quase no centro da foto, mas eu estou tão distante (propositalmente) da fotógrafa, utilizando uma lente grande-angular, que dilata o espaço, que quase não posso ser visto.

Volte para a primeira foto e tente me encontrar agora. Conseguiu?

Este é um equívoco comum quando alguém deseja mostrar um cenário muito interessante, ou com muitos elementos distrativos, e quando a pessoa se afasta demais para integrar-se neste cenário.


Nesta foto, é possível saber logo de cara qual é o tema: o casal nesta viela italiana. No entanto, eles estão distantes da câmera, também com uma lente grande-angular, que suas feições mal podem ser discernidas.

Aliás, há um segundo erro nesta fotografia acima (e isto não foi intencional), que é o fato de a imagem estar borrada. Como eu usei uma velocidade do obturador relativamente baixa, qualquer tremidinha com a câmera já faz com que a foto fique borrada. Só fui perceber isto quando já estava em casa, conferindo as fotos no computador.

A Solução


Para o complexo de "Onde está o Wally?", a solução é bastante simples: peça para o sujeito retratado se aproximar da câmera, ou dê zoom.
Na imagem acima, foi feito um pouco dos dois. Eu me aproximei da fotógrafa, e ela também deu um pouco de zoom.
Apesar de eu estar cercado por outras pessoas, com as ruínas atrás, é possível perceber claramente o quem é o tema da imagem, principalmente porque sou o único olhando para a câmera.


O mesmo ocorreu nesta segunda foto. Além de eu ter me aproximado do casal retrado, ainda dei um zoom na lente (e, melhor do que isto, estava segurando bem a câmera, por isto a foto não ficou tremida).

Ainda é possível visualizar a viela atrás deles, mas tivemos de escolher entre retratar o casal, ou mostrar a bela arcada sobre nós.
Nem sempre se pode capturar tudo numa única imagem e, frequentemente, menos é mais.


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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Curso de Iluminação Artificial - escolhendo o melhor tipo de iluminação para você

(Foto por alex deforest, bryce moseley & katie weilbacher: http://www.flickr.com/photos/katiew/336770775/)

Se você pretende um dia se tornar um fotógrafo profissional, daqueles que fazem books, ensaios, ou cobrem casamentos, você logo descobrirá que, antes de tudo, você terá de investir um pouco (ou muito) para entrar nesta carreira, isto significa comprar boas câmeras e lentes, fazer bons cursos e também saber escolher bem seus acessórios, como o tipo de iluminação que utilizará.

Strobes de estúdio


Para quem possui um bom espaço físico para montar um estúdio, talvez adquirir um conjunto de iluminação de strobes seja uma ótima opção.

A vantagem dos strobes de estúdio é que eles geralmente tem maior potência, menor tempo de reclicagem (isto é, você pode tirar mais fotos seguidas, sem precisar aguardar muito pela recarga) e um maior número de modificadores, como sombrinhas, softboxes, grids e honeycombs. Este é um grande passo rumo à profissionalização.
Além disto, os strobes possuem luz de modelagem, que é um feixe contínuo de luz que lhe permitirá visualizar como os flashes iluminarão o modelo retratado.

No entanto, uma das grandes desvantagens deste tipo de set é a mobilidade. Geralmente, os kits de iluminação para estúdio são desengonçados, pesados e ocupam bastante espaço, o que pode ser um obstáculo se você quiser fotografar ao ar livre ou fora de seu estúdio.
Além disto, muitas vezes você necessitará de um fotômetro manual para medir corretamente a luz e obter os melhores resultados.

Existem duas modalidades de strobes para estúdio: 1 - com power pack, ou 2 - monolights.

1 - Com power pack
Kits de iluminação com power pack (como da imagem acima) possuem uma espécie de bateria, na qual você conecta e controla a potência dos strobes, ou aproximando e afastando as luzes. A potência dos power packs é medida em watts por segundo, ou W/s, e ela será distribuída igualmente, ou como você definir, entre o número de luzes utilizadas.
Por exemplo, se você tem um power pack de 500 W/s e duas luzes, cada uma terá a potência de 250 W/s, que é mais do que o suficiente para a maioria das situações.

2 - monolight


Monolights partem do mesmo princípio dos strobes com power pack, só que, neste caso, a bateria está diretamente na luz, de onde você pode controlar a potência. Esta é uma boa alternativa para quem está começando, já que um conjunto com dois monolights costuma custar mais barato do que um kit com power pack, e quebra um galhão.

Flashes externos


Esta modalidade de iluminação nada mais é do que o flash de sua câmera só que com maior potência e versatilidade.
Bons flashes externos podem custar caros, às vezes até mais caros do que alguns kits de strobes para estúdio, mas sempre é possível comprar um de uma marca inferior e brincar com eles.
Mas cuidado antes de conectar um flash made in China em sua câmera! Alguns podem fritar seu equipamento em dois tempos...

A minha recomendação é sempre comprar os flashes do mesmo fabricante de sua câmera, seja Canon ou Nikon, mesmo que isto doa um pouco no bolso. Dê também uma olhada em flashes de segunda-mão, ou de modelos anteriores, o que pode representar uma economia significativa.

A vantagem dos flashes externos é a mobilidade e a versatilidade. Você pode dependurar um destes flashezinhos em virtualmente qualquer lugar e iluminar seu objeto de maneiras que nunca imaginou. Eles são pequenos, leves e práticos, e simples de usar.
Quase todos os flashes modernos possuem um sistema de medição automática de luz, o que facilita bastante a vida do fotógrafo. Basta compor a foto e clicar, que o próprio flash avalia a quantidade de luz necessária.
É o ideal para fotógrafos de eventos, que precisam de praticidade e se movimentam bastante.

Por outro lado, as desvantagens são a pouca potência, o tempo de reciclagem mais lento e a vida curta das pilhas. De repente você está disparando o flash, e meia dúzia de cliques depois, a pilha já acabou. Além disto, há poucos modificadores para flashes externos, ou você terá de ser bastante criativo.
Outro probleminha é que não possuem luz de modelagem contínua (até existe uma função para isto, mas come bateria à doidado!), ou seja, você só saberá como ficou a iluminação depois de ter tirado a foto.

Luzes quentes


As luzes quentes funcionam basicamente como as lâmpadas incandescentes da sua casa, de um abajur ou luminária, só que são mais potentes e, consequentemente, mais quentes. Assemelham-se às luzes contínuas utilizadas por cinegrafistas.
Este é o tipo de iluminação mais barata possível, apesar de bastante limitadora. Não é tão fácil congelar o movimento com este tipo de iluminação e o estúdio pode virar uma fornalha.

Não é a mais recomendada para uso profissional, apesar de ter seus adeptos.

Antes de comprar um equipamento de iluminação

Pense exatamente quais são as suas necessidades antes de sair gastando seu dinheiro em equipamentos caros de iluminação:

1 - você tem um local específico para montar seu estúdio, ou precisa de uma luz leve que possa ser carregada para qualquer lugar?

2 - você quer potência e velocidade, ou praticidade e mobilidade?

3 - você fotografará modelos estáticos, ou precisará congelar movimento e perseguir a pessoa retratada?

4 - pode gastar muito, ou a grana está contada?

Pese estes quatro quesitos e veja quais dos três tipos de iluminação, strobes, flashes ou luz quente, satisfazem melhor suas exigências.

Iluminação artificial em fotografia é fascinante e bem utilizada pode criar imagens magníficas.

Imagens: divulgação

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domingo, 15 de abril de 2012

Curso de Iluminação Artificial - Introdução

(1/250 f/8 ISO 100, com strobes de estúdio: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6232424442/)

Então você já comprou o Curso Introdutório de Fotografia do Cala a Boca e Clica!, praticou todos os exercícios sugeridos e percebeu melhorias em suas fotos?

Já aprendeu a controlar sua máquina fotográfica no Modo Manual, entendeu os princípios básicos da fotografia e conheceu algumas técnicas de composição?

Talvez estejamos na hora de dar mais um passo e começarmos a falar de iluminação artificial.
E é agora que o bicho vai pegar, meu amigo!

Se você leu o artigo sobre iluminação, então você sabe que iluminação artificial é um monstro à parte no mundo da fotografia, com técnicas avançadas que muitos fotógrafos jamais dominarão completamente.

No fundo, não é exatamente nenhum bicho de sete cabeças, mas exige dedicação e muito estudo, além de prática, obviamente.

O que é iluminação artificial?

(1/250 f/8 ISO 80, com strobe de estúdio, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6380220519/)

Iluminação artificial é qualquer tipo de luz acrescentada a uma cena que não seja a luz ambiente, como a luz do sol ou de lâmpadas em um ambiente interno.


(1/250 f/5 ISO 100, misto de flash externo e iluminação ambiente: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/5932146814/)

Iluminação artificial pode ser um flash, embutido da câmera ou externo, strobes de estúdio, outros tipos de luzes, ou refletores.
Você pode ter um set somente com iluminação artificial, como num estúdio, onde todas as luzes são minuciosamente controladas, ou um misto de iluminação artificial e iluminação ambiente, como na maioria dos eventos, em casamentos, festas de aniversário e formaturas, por exemplo.

(1/200 f/10 ISO 320, com strobes de estúdio, por William Mantovani: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6324407890/)

O cenário ideal é quando se utiliza somente iluminação artificial, quando você pode regulá-las exatamente como deseja, com controle absoluto do fotógrafo, mas este nem sempre será o caso.

O que você precisará para o Curso de Iluminação Artificial?


Você precisará de pelo menos um foco de luz externo, que não seja o flash embutido (built-in flash) de sua câmera. Isto pode ser um flash externo (external flash), um strobe (como um monolight) de estúdio ou até mesmo uma luminária potente (ou uma luz quente).
O melhor é que você possa ter algum controle sobre a potência da luz, senão você deverá ter espaço para poder aproximar e afastar o foco de luz da pessoa ou do objeto fotografado.

Além disto, em lições futuras, talvez você necessite de modificadores, como sombrinhas, para suavizar a luz.

E é evidente que você precisará de uma câmera fotográfica, preferencialmente uma Reflex, com saída para disparar remotamente o flash ou o strobe.

Por fim, muna-se de bastante disposição para realizar os exercícios propostos, pois sem prática não se chegará a lugar algum.

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sábado, 7 de abril de 2012

Lente Fisheye, capturando o ângulo máximo de visão

(1/15 f/4 ISO 640, lente fisheye 13mm: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/7023292403/)

Não sou um grande fã de lentes fisheye (ou olho-de-peixe), lentes grande-angulares capazes de capturar ângulos de 180º ou mais, e que distorcem violentamente a imagem.

Vejo esta lente sendo utilizada bastante por fotógrafos de casamento, especialmente para retratar as festas de recepção. Enquanto que podem ser interessantes para certas circunstâncias, o efeito é muito limitador, na minha opinião. Por isto, jamais me interessei em comprar uma fisheye para compor o meu set de lentes.

Contudo, alguns dias atrás, enquanto eu fotografava a Basílica de São Pedro, no Vaticano, um fotógrafo americano parou do meu lado e começamos a conversar sobre câmeras e lentes. Ele me perguntou se eu queria fotografar com a fisheye que ele estava utilizando, uma Canon 8-15mm f/4 L, desta série de lentes excepcionais da marca. É óbvio que não hesitei.

Na foto no topo, você pode perceber algumas características bastante evidentes de uma lente fisheye, como o grande-ângulo de captura (isto porque eu nem estava usando a distância focal mínima de 8mm) e a grande distorção, como se fosse realmente um olho de peixe, isto porque eu reduzi um pouco a distorção no pós-processamento.
Você pode conferir a foto original abaixo.


Para que você tenha um parâmetro de comparação entre lentes com diferentes distâncias focais, seguem outros exemplos de grande-angulares, normal e telefoto.

17mm

50mm

70mm

Como você pode perceber, estas são 4 fotos muito diferentes e, neste caso particular, o uso da fisheye acabou sendo muito interessante.

Você tem alguma experiência com lentes fisheye ou fotos com este tipo de lente para compartilhar conosco?

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