segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Como fotografar desconhecidos na rua sem apanhar

Women draining a creek in Kinmen Island, Taiwan

O francês Henri Cartier-Bresson revolucionou o mundo da fotografia ao passar a retratar as pessoas comuns, aquelas que vemos todos os dias nas ruas, nas cidades e no campo, realizando suas tarefas cotidianas da maneira mais natural possível.
Este estilo que ficou conhecido como "fotografia de rua", ou street photography, é uma área fascinante, cheia de oportunidades para o fotógrafo com o olhar atento sobre a realidade.

No entanto, este estilo fotográfico possui várias particularidades e dificuldades específicas, principalmente para quem deseja iniciar nele.

Fotografando desconhecidos ou foto com desconhecidos, qual a diferença?

O mundo é cheio de pessoas, ainda mais se você estiver num local com muitos turistas. Será inevitável que pessoas desconhecidas apareçam em certas fotos suas, pois você não terá enxotá-las dali, tipo:

- Ô seu cabeçudo, saia daí porque estou fotografando!

As opções, caso você queira uma foto sem pessoas ao redor, é ir em horários mais vazios, ou esperá-las sair do enquadramento.

Abaixo, segue uma foto com pessoas desconhecidas.


A foto é da escadaria vermelha da Times Square, que raramente fica vazia, excetuando em dias de chuva, ou seja, quase sempre estará cheia de gente. Não há como evitar esta multidão de desconhecidos na imagem. Isto não é o que se entende normalmente como "fotografia de rua".

E agora veja uma foto de um desconhecido.

Resgate dos Mineiros do Chile - Paseo Ahumada

Quando houve o acidente com os mineiros do Chile, que ficaram presos por várias semanas numa mina que desabou, no dia do resgate deles foi montado, em Santiago, um telão num dos calçadões mais movimentados da cidade para que os moradores pudessem acompanhar tudo.
Acima, está um dos senhores que assistiam às notícias no telão. Eu estava bem perto dele e pude capturar suas expressões de tensão e curiosidade. A foto é sobre este senhor vendo o resgate do mineiros, e não sobre o movimento do calçadão.

Percebe a diferença entre a mensagem e a proposta destas duas fotos acima?

Como fotografar desconhecidos?

O primeiro grande obstáculo para se fotografar desconhecidos na rua é a vergonha e o medo de apanhar...

Você nunca sabe qual será a reação de alguém ao ser fotografado sem o consentimento dela, ainda mais se ela estiver fazendo algo vergonhoso. Ponha-se no lugar desta pessoa: como você se sentiria se alguém enfiasse a câmera em suas fuças e tirasse uma foto sua? O que você pensaria?

Isto já aconteceu comigo e eu fiquei com uma tremenda cara de "o que estou fazendo de ridículo? Será que fiz xixi nas calças?"

Os grandes fotógrafos de rua já perderam esta vergonha e o medo. Eles estão tão habituados a fotografar desconhecidos por aí, então simplesmente tiram a foto e vão embora. É uma questão de hábito e tem de começar em algum lugar.
Se é uma área da fotografia que o interessa, tem de começar a praticar e perder a vergonha. Não tem jeito.

No entanto, existem algumas técnicas para ajudá-lo a se acostumar com o estilo:

Lentes telefoto

Fotografando desconhecidos - NY

A melhor amiga do fotógrafo de rua tímido é uma bela lente telefoto, com distância de 200mm ou superior.
Uma lente destas o permitirá tirar belas fotos sem precisar se aproximar muito do retratado, ou você poderá ficar escondidinho num canto, só tirando fotos. Aliás, esta é a estratégia dos paparazzi.

Plaza de Armas, Cusco

Muita gente considera fotografias de rua obtidas com telefoto como desinteressantes, mas, na minha opinião, vale tentar, pois se pode conseguir ótimos resultados.

Pedindo autorização

Miraflores, Lima

Se você viu uma cena interessante, ou alguma pessoa curiosa, e ela lhe parece ser simpática o bastante para você se aproximar e lhe pedir autorização para fotografá-la, vá em frente.

Em Lima, eu havia visto esta menina com o falcão dela e pedi para tirar uma foto dela. A garota ficou toda orgulhosa e aceitou.

Fotografando desconhecidos - Kinmne

Outro caso foi em Taiwan, eu havia visto este menino varrendo a rua desta vila e, através de uma intérprete, pedi autorização para fotografá-lo. A princípio, ele ficou morrendo de vergonha e não quis que eu tirasse fotos, mas, depois, ele acabou deixando.

Crianças de Kinmen, Taiwan

Mais tarde, alguns meninos me seguiram de bicicleta. Eram amigos do outro garoto da vassoura, que havia lhes contado que tinha um fotógrafo na vila, e eles vieram atrás de mim para que eu os fotografasse. Inclusive, esta é também uma das dicas para começar a fotografar desconhecidos.

Fotografe crianças

Fotografando desconhecidos - Moray

Crianças são muito mais abertas para serem fotografadas do que os adultos. Elas podem até ficar tímidas no começo, mas a curiosidade sempre fala mais alto. É legal também mostrar as fotos para elas no visor também e ver a reação delas.
Esta menininha acima estava perto dos terraços de agricultura de Moray, no Peru, e estava deixando ser fotografada sem medo algum.

Fotografando desconhecidos - Nordeste

Já este outro garoto fotografei em Porto de Pedras, em Alagoas. Ele estava com a mãe e tinha estes olhos verdes, quase cinzentos. Eu pedi autorização à ela para fotografá-lo, e ele estava todo envergonhado, mas depois se soltou.

E não se esqueça de, quando for fotografar crianças, tirar a foto ao nível dos olhos dela. Se você tirar a foto de cima, a imagem provavelmente ficará sem muita graça.

Mas nem sempre as crianças serão bestas. Em Nova York, uma delas veio me perguntar o que eu iria fazer com as fotos dela. Talvez quisesse que eu lhe pagasse os direitos de imagem!

Fotografar em eventos públicos

Halloween in New York

Eventos públicos, como carnaval, Halloween, parada gay, desfiles, são ótimas oportunidades para fotografar as pessoas, pois elas estão ali exatamente para se exibirem e, muitas vezes, até pulam na frente da câmera.
No Halloween em Nova York, a minha estratégia é parar numa rua movimentada e ficar parado fotografando todos que passam. Muitos até param para fazer pose.

Intro 12 - NYC Marathon

A imagem acima foi obtida durante a Maratona de Nova York, que é outro evento no qual os maratonistas querem aparecer, acenando ou fantasiados.

Quando as pessoas estiverem distraídas

Homeless in NY subway

Agora, se você quiser tirar a foto de um desconhecido, mas deseja preservar a integridade da cena ou tem vergonha de pedir autorização, o negócio é tirar foto dele quando ele estiver distraído. Como no caso deste mendigo dormindo no vagão do metrô de Nova York. Felizmente a foto não tem cheiro, pois o fedor dele estava empesteando o vagão inteiro.

Fotografando desconhecidos - Kinmen

Eu tirei a foto deste senhor e do cachorro bem perto deles, mas ele estava tão bebadaço que nem se deu conta da minha presença. No entanto, fotografar bêbados pode ser imprevisível, ainda mais se ele for do tipo agressivo.

Entendendo a cultura alheia

Fotografando desconhecidos - Cusco

As pessoas de outras culturas reagem de maneira diferente ao fato de ser fotografadas.

Por exemplo, nos EUA, você pode fotografar livremente qualquer indivíduo em espaço público, sem medo de ser processado, desde que não utilize as imagens para publicidade. Se for para uso editorial, como em jornais, livros ou para exposições, tudo bem.

Fotografando desconhecidos - Moray

Já em Cusco, quase todas as pessoas em trajes típicos exigirão dinheiro em troca de retratos, até mesmo correrão atrás de você para pedirem que você tire uma foto delas, e depois você terá de pagá-las.

Fotografando desconhecidos - Kinmen

Já em Taiwan, a maioria das pessoas nem se preocupava se eu as estava fotografando, continuavam fazendo suas coisas normalmente. Acredito que quanto mais habituado à fotografia um povo está, menos rejeição eles tem em serem retratados na rua.

O ideal é sempre pesquisar qual é o tipo de reação à fotografia que as pessoas tem, caso você esteja viajando para o exterior. Em vários fóruns de fotografia há discussões sobre isto, sobre qual é a legislação local e a reação das pessoas. Tudo que você não vai querer é acabar na cadeia por causa de uma foto.

Entendendo as pessoas

Cusco

Para mim, o melhor mesmo, o mais respeitoso, é pedir autorização antes de sair fotografando as pessoas por aí - que pode ser apenas erguer a câmera para a pessoa, mostrando-lhe sua intenção -, mas isto nem sempre será possível, principalmente se você desejar a foto mais natural possível.

Há fotógrafos que gostam até de posar os desconhecidos, mas isto é um pouco absurdo. Se você deseja capturar o ritmo da vida cotidiana, o melhor é fotografar as pessoas agindo como sempre o fazem.

E entenda quando alguém lhe pedir para não ser fotografado. Simplesmente agradeça e siga para a próxima imagem.

E você tem alguma história sobre fotografar desconhecidos para compartilhar conosco?


***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

  1. Nossa, ajudou bastante estas dicas. Quando estava em Marrocos havia pessoas com trajes típicos que cobravam após serem fotografados (eu não sabia disso até os terem fotografado), mas também haviam pessoas que quase quebraram a minha câmera.

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  2. até hj fiz isso uma vez...comecei fotografando objetos, flores, paisagens, até chegar a fotografar as pessoas...depois que as pessoas acostumam com a sua presença e veem que vc é um fotógrafo, daí é só clicar a vontade heheheh

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  3. Costumo fotografar tudo que vejo, dedo nervoso mesmo, nunca sei quando vai aparecer algo legal e já desisti da idéia de montar a foto na minha cabeça antes, agora só clico e depois confiro o resultado.

    Nas ruas para fotografar os desconhecidos tenho duas posições, uma quando quero capturar o momento do jeito que estou vendo e ai saio tirando a foto sem perguntar nada; e outra quando quero da pessoa em si não importando a pose, nesse último caso sempre peço e até hoje não tive problemas em conseguir o consentimento, mesmo de bêbados que até fazem pose para as fotos...

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  4. Excelente post, Henry!
    Eu, por exemplo, faço de tudo para não ser notada. Mas, se não estiver com minha superzoom, fica difícil. Então a melhor alternativa é observar as pessoas e tentar uma aproximação com um sorriso e se elas se mostrarem receptivas é só erguer a câmera como quem pergunta: "Posso tirar uma foto sua?" Se a resposta for positiva é só começar a clicar. Se mostram um certo receio, puxo conversa, me apresento, explico porque estou ali, faço algumas perguntas e quando vejo que estão bem amigáveis, volto a pedir permissão. Até hoje sempre deu certo. O único porém é que vc acaba ficando preso numa conversa que, provavelmente, irá te impedir de fazer um número grande de fotos de outras pessoas ou lugares, mas eu não me importo, gosto de conversar com as pessoas e depois que tenho permissão para clicar, vou conversando e fotografando...

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  5. Duas crianças brincando sobre uma ponte, uma imagem belissíma ele de roxo e ela de amarelo (um belo contraste) mas dai veio aquele medo de ser taxado de tarado e/ou pedófilo rsrsrs

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  6. Foi por causa desta sua experiência que escrevi este artigo, André. Realmente, o melhor é observar a reação das pessoas e pedir autorização. Se valer a pena, dê alguns trocados para a pessoa.

    Abraços.

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  7. É verdade, Heldrick. Tudo é uma questão de hábito e de perder a vergonha.

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  8. Isto é comum, Wigui. Nunca fui de bater muito papo com os retratados, mas isto vai do estilo de cada um.

    Abraços.

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  9. Todos os fotógrafos profissionais ou amadores, quando procuram locais públicos para efectuarem os seus trabalhos fotográficos, devem ter em atenção, que todas as pessoas têm direito à sua privacidade, o mesmo acontece aos fotógrafos, quando não estão a exercer essa sua actividade.
    Pessoalmente quando estou em locais públicos, em primeiro lugar (e com a máquina ainda na mala), analiso o tipo de todas as pessoas que circulam no local onde pretendo trabalhar, e depois, procuro adoptar algumas medidas que entendo como elementares, e que por acaso são aqui também descritas neste artigo como sendo:
    - Espero que o local fique limpo de público no enquadramento escolhido, ou então procuro outra altura mais favorável.
    - Coloco a máquina visível para dar assim a indicação ao público, que estou ali para tirar fotografias apontando por vezes a mesma para o meu enquadramento.
    - Caso me seja possível, procuro utilizar sempre objectivas maiores, e abandono rapidamente o local.
    - Fujo do contacto verbal e de diálogo com o público, por exemplo, nunca pedi para que elas abandonem o local onde pretendo trabalhar.
    - Em casos de extrema necessidade, poderei adoptar pelo pedido de autorização, dando explicações sobre a utilização do trabalho pretendido.
    - Procuro evitar que nos meus enquadramentos surjam crianças, à excepção de casos muito específicos, ou acidentais.

    Aproveito a oportunidade para vos contar uma das minhas inúmeras histórias ao fotografar desconhecidos.

    O cenário, era uma praça pública em Portugal conhecida por “Restauradores”, uma vendedeira de flores à saída do metro, e estava um magnífico dia de Sol. Eu estava com uma Nikkormat EL e uma telo 200mm, o que pressupõem que estava distanciado desse local. A referida vendedeira, uma senhora já para o velhote, tinha a cara cheia de uma penugem loura de tamanho considerável, e que quando o Sol lhe batia dava um aspecto impressionante, pareciam cristais.
    Depois de inúmeras tentativas, eis que parecia ter chegado o momento exacto para bater a chapa tão desejada e por que eu tanto tempo tinha esperado. Ela ia voltar-se para o ângulo que eu queria, mas ao bater a chapa, qual não é a minha surpresa e espanto, ela tinha posto a mão na cara com aquele dedo bem esticado como que a mandar-me para aquele sítio!
    Imaginem a minha cara de espanto não só por aquela atitude, mas por saber como é que ela conseguiu descobrir que eu estava ali escondido à espera de conseguir tirar-lhe aquela foto que para mim, seria como um troféu?.

    Para terminar reforço a minha ideia “todos presam e têm direito à sua privacidade, e ninguém tem autoridade moral para interferir na privacidade de cada um”.

    Francisco Baudouin
    http://rodamagazine.webs.com/
    http://olhares.aeiou.pt/mtrsl
    rodagem@gmail.com
    Portugal

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  10. Muito interesante o seu relato, Francisco.

    É esta a legislação em Portugal? Não se pode fotografar ninguém sem a autorização dela?

    Como disse, nos EUA, qualquer um pode ser fotografado em espaços públicos, sem a necessidade de autorização ou não. Inclusive, há alguns casos famosos de processo contra o fotógrafo Philip-Lorca diCorcia, um reconhecido fotógrafo de rua, e que já foi parar nos tribunais e ganhou, primeiro por causa de uma foto que ele tirou de um judeu ortodoxo com um copo de refrigerante do McDonald's na mão, e agora, mais recentemente, porque ele prendeu uns flashes nas ruas e fotografou, com uma tele, as pessoas que passavam.

    Não tenho certeza qual é a legislação no Brasil, mas sei que existem sérias restrições para fotografia de crianças, por causa do Estatuto da Criança e do Adolescente.

    Eu imaginava que na Europa as leis seriam mais brandas, afinal de contas, a fotografia de rua nasceu em Paris com Cartier-Bresson...

    Abraços e obrigado por sua visita.

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  11. A privacidade em Portugal, tem por base os ideais de certas pessoas, tanto quanto eu saiba não existe uma lei que me impossibilite de tirar fotos em locais públicos, o problema é feito pela reacção das pessoas se sentirem fotografadas.
    Aqui em Portugal, tirar fotografias ou filmar em público em certas zonas, é muito perigoso caso apareçam certas pessoas na rua, muitas delas, procuram confrontos físicos, ou para roubarem-nos o material.
    Eu por exemplo, já não vou para certas zonas com o equipamento à vista, só quando tenho a garantia de que não estou em perigo é que trabalho à vontade, tudo por causa da privacidade, as pessoas quando vêm uma máquina fotográfica na rua ficam de olho em nós à espera de ver o que vamos fazer.
    Claro que se for com uma máquina não profissional daquelas que os turistas utilizam, o problema pode não ser grande, mas agrava-se logo por exemplo, se tirar uma foto com o telemóvel, pode vir a ser incomodado.
    Sobre as crianças, é um perigo tirar uma foto a um miúdo porque pode ser conectado como pedófilo, e aí pode haver problemas.
    Mas existem outros motivos que dão origem a estas situações, é que são conhecidos casos de que algumas fotos não têm as melhores aplicações, e depois são postas a circular em meios duvidosos.
    Para além de outras, faço muitas fotos desportivas, e já aconteceu perguntarem-me “para que é essa fotografia que me tirou”?
    Por estes e outros motivos a privacidade em Portugal está enraizada com muita força, e é um peso grande na nossa sociedade, é caso para dizer, temos que ter muito cuidado para onde apontamos a objectiva.

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  12. Obrigado novamente por compartilhar de sua experiência fotografando em Portugal, Francisco.
    O ideal é sempre respeitar o fotografado e, se a pessoa não quiser que façam retratos dela, entender e seguir para a próxima foto.

    Boa parte do trabalho do fotógrafo é também entender as diferenças culturais e saber como manejá-las.

    Abraços.

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  13. Francisco muito interessante a sua experiência eu morreria de vergonha se ao fotografar a pessoa apontasse o dedo. Mas confesso que realmente é complicado principalmente em relação a crianças e toda aquela questão de liberdade e privacidade.

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  14. Interessantíssimo texto, obrigado por compartilhar.
    A ideia de fotografar sem que estejam posando me parece a melhor, já que ao ver a lente apontada pra si, algumas pessoas se transformam, e a cena perde a naturalidade. Por isso não me agrada a fotografia de moda e afins.
    Vou me lembrar destes depoimentos quando sair clicando por aí.

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  15. Legal também como o Francisco falou, se é uma profissional com uma tele já é problema, mas e se fosse uma Leica? pode valer até várias vezes o preço de um equipamento, mas como sempre dizem né, é uma daquelas pequenas, não tem problema.

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  16. Me ajudou bastante... Valeu pelas dicas!!

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  17. Realmente é um desafio fotografar na rua. Mas obviamente o bom senso deve prevalecer. Respeitar o direito das pessoas é fundamental. O fantasma da alcunha de "paparazzi" é algo que me incomoda muito.

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  18. Eu já fotografei crianças em um parquinho, ficava do lado de fora onde haviam alguns bancos esperando alguém chegar, quando alguém chegava eu esperava eles ficarem à vontade, as crianças no parque e os pais no banco, eu criava coragem e pedia para conversar com eles, eu falava meu objetivo, as fotos que queria tirar e perguntava se queriam participar. Claro, eu ficava ansioso e com medo de chegar nos pais sem saber a reação deles, grande parte dos pais autorizavam e eu fotografava feliz, depois agradecia e esperava mais alguém, mas nem sempre foi assim.

    Antigamente eu usava um dos métodos que você descreveu, caso a criança estivesse sozinha, eu ia diretamente nela e perguntava se podia fotografá-la, a criança deixou e comecei a tirar fotos, quando eu estava acabando, um velho ambulante vendedor de quadros percebeu e veio até mim, chegou e me deu a maior bronca! Mesmo eu explicando o objetivo das fotos e que a criança tinha deixado, ele pediu algum documento meu que comprove que sou fotógrafo, eu disse que era autônomo e não tinha nenhum, ele me forçou a apagar todo o meu trabalho, me mandou dar o fora e não aparecer mais por lá e me ameaçou dizendo que ia chamar a polícia!!!

    Foi demais pra mim, agora suas dicas vão me ajudar muito! :D

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