aprenda a fotografar com os artigos do cala a boca e clica
Curso de introdução à fotografia do Cala a boca e clica
quais são as melhores cameras para 2013?

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Criando uma animação tridimensional a partir de fotos


Recentemente, comecei a ver vários exemplos de vídeos produzidos a partir de fotos utilizando o efeito conhecido como paralaxe.
Isto faz com que uma imagem em duas dimensões (2D) pareça estar em três dimensões (3D).

Eu queria preparar um vídeo com algumas dicas de Nova York e, como tenho milhares de fotos bonitas da cidade, resolvi me arriscar nesta técnica, também chamada de animação 2.5D, ou seja, a meio caminho entre bidimensional e tridimensional.

O resultado está no vídeo abaixo.



Como se pode perceber, não utilizei esta técnica em todas as imagens, somente em algumas, pois dá um trabalho do cão.
Assisti a vários tutoriais e nem todos resultaram em animações convincentes, portanto, algumas ficaram melhores do que outras (por exemplo, a introdução com os prédios, ou com o relógio da Grand Central). Outras ficaram bem mais toscas e é possível ver alguns defeitos, mas, como tudo na vida, a prática leva à perfeição.

Utilizei três programas diferentes:
Photoshop - para dividir a imagem em diferentes planos, transformando-os em camadas (layers)
Adobe After Effects - para converter cada uma destas camadas numa simulação de 3D, e também para criar a movimentação da câmera
Adobe Premiere - para compôr as sequências de vídeo e gerar o arquivo MP4

Para produzir este vídeo de 2:30 minutos, precisei de umas 10 horas de trabalho, mas é claro que eu ainda estou aprendendo e fiz muita burrada, precisando recomeçar do zero várias vezes.

Pretendo trabalhar em outras animações do gênero no futuro, utilizando a técnica que funcionou melhor, que aprendi no tutorial abaixo (em espanhol).



Só para se ter uma ideia do que é possível fazer com paralaxe, vou compartilhar também um vídeo inacreditável, todo feito com fotos (imagens estáticas).
É realmente impressionante, mas deve ser extremamente trabalhoso e precisa ser detalhista ao extremo.
O trabalho de Joe Fellows, o animador deste vídeo, é meticuloso e perfeito.




Mas é como eu disse: para aprender qualquer coisa, incluindo fotografia, é preciso praticar muito, errar muito, persistir, continuar estudando e, uma hora, seu trabalho se destacará dos demais.

***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

domingo, 21 de setembro de 2014

Como funciona uma câmera fotográfica?


A era digital tornou a vida de quem quer aprender a fotografar muito mais fácil, porém transformou a câmera num misterioso monstrengo de circuitos, processadores e displays de LCD.

Neste vídeo, veremos quão simples é o funcionamento básico de uma câmera fotográfica, que vale para todas as câmeras, digitais ou analógicas.




Acompanhe todas as dicas, assine o canal, confira o Curso de Introdução à Fotografia e aproveite para assistir aos outros vídeos do canal, onde eu e minha esposa falamos de nossas viagens e do nosso trabalho com o Viagens para Mãos de Vaca.

Sinta-se à vontade também para deixar o seu comentário e suas dúvidas; quem sabe eu não faça um vídeo respondendo-as?

***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

domingo, 14 de setembro de 2014

Qual é o segredo de uma boa foto?


Após alguns meses na correria, sem muito tempo para publicar novas dicas aqui no Cala a Boca e Clica, estou de volta com novidades.

De agora em diante, começarei a publicar alguns vídeos tutoriais sobre fotografia, mostrando algumas das principais técnicas já ensinadas aqui, ensinando-o como tirar belas fotos, usar todos os recursos de sua câmera e criar imagens memoráveis.

Neste primeiro vídeo abaixo, revelo qual é o segredo de uma boa foto.



Acompanhe todas as dicas, assine o canal, confira o Curso de Introdução à Fotografia e aproveite para assistir aos outros vídeos do canal, onde eu e minha esposa falamos de nossas viagens e do nosso trabalho com o Viagens para Mãos de Vaca.

Sinta-se à vontade também para deixar o seu comentário e suas dúvidas; quem sabe eu não faça um vídeo respondendo-as?

***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Introdução à fotografia 1 - Aprendendo o controlar o ISO da câmera

Cusco à noite
(Foto noturna de Cusco, Peru, em ISO 800: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/5614470347/)

O ISO é como se mede a sensibilidade do filme fotográfico, e esta mesma medida foi adaptada para as câmeras digitais também.

Quanto menor o ISO, menos sensível à luz é o filme, quanto maior o ISO, mais sensível à luz.
Isto se reflete na fotografia de duas maneiras: 1 - filme lentos (com ISO menor) são mais nítido, mas necessitam de maior exposição à luz; 2 - filmes rápidos (com ISO maior) tem grânulos maiores, ou mais ruído em câmeras digitais, mas necessitam de menor exposição à luz.

Praia do Gunga
(Foto diurna da praia do Gunga em ISO 100: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/4943835274/)

No começo da fotografia, isto no final do século XIX, a sensibilidade das películas era tão baixa, que para se tirar uma fotografia precisava-se de horas.
Por outro lado, atualmente tem havido uma revolução do ISO, com câmeras digitais com ISO tão alto que são capazes de fotografar quase em escuridão total.

A sequência padrão do ISO começa em 100 (apesar de existir ISO mais baixo) e segue adiante, dobrando de sensibilidade a cada gradação. Segue abaixo a listagem do ISO.

100 - 200 - 400 - 800 - 1600 - 3200 (e assim por diante, dobrando a cada incremento).

Um filme de ISO 200 é duas vezes mais sensível que um de ISO 100, e um de ISO 800 é 8 vezes mais sensível que o mesmo de ISO 100, e exige bem menos luminosidade.

Em condições de boa luminosidade, como num dia ensolarado, você provavelmente optará pelo ISO mais baixo possível, pois a foto ficará mais nítida e com menos ruído digital.
Já em ambientes com pouca luminosidade, como à noite ou em ambientes internos, você terá de aumentar o ISO, o que fará com que sua câmera seja mais sensível à luz e torne a foto mais clara.

A influência do ISO numa fotografia poderá ser observada abaixo, com o uso de difentes configurações de ISO.

ISO 100
Cala a boca e clica! - ISO 100

ISO 100 (recorte em 100%)
Cala a boca e clica! - ISO 100 crop

ISO 400
Cala a boca e clica! - ISO 400

ISO 400 (recorte em 100%)
Cala a boca e clica! - ISO 400 crop

ISO 1600
Cala a boca e clica! - ISO 1600


ISO 1600 (recorte em 100%)
Cala a boca e clica! - ISO 1600 crop

Em muitas câmeras, o ruído digital (os pontinhos na fotografia) começa a ficar bastante discernível depois de ISO 800. Muitas vezes, o ruído pode ser arrumado parcialmente na pós-edição, mas é algo que se deve pensar na hora de tirar uma foto.

Particularmente, eu prefiro uma foto com ruído digital do que não tirá-la.

As câmeras compactas são, porém, muito mais afetadas pelo ruído de um ISO alto do que as profissionais. Para comparação, abaixo segue o recorte de um foto tirada em ISO 1600 com uma câmera compacta.

ISO 1600 numa câmera compacta (recorte em 100%)
Calaboca e clica - ISO 1600 point-and-shoot crop

Ao contrário de outros controle manuais, geralmente só existentes em câmeras mais sofisticadas, várias câmeras compactas permitem a seleção de diferentes configurações de ISO, o que é ótimo na hora de obter o melhor desempenho de sua câmera.

Para saber como alterar o ISO de sua câmera, recomendo a leitura do manual do fabricante, que o ensinará todas as funções para o modelo e marca da câmera.

Exercícios práticos

1 - descubra onde fica a função ISO em sua câmera e, no modo automático (nas câmeras compactas), ou em Program (P, nas câmeras Reflex), tire uma foto de um mesmo objeto ou paisagem para cada setting de ISO: em 100, 200, 400, 800 e 1600.
Depois, ao passar as fotos para o computador, veja se você percebe alguma diferença entre as fotos.

2 - faça este mesmo experimento com ISO 100, 200, 400, 800 e 1600, em diferentes condições de luminosidade: num dia ensolarado, dentro de casa, à noite.
Confira o resulta e veja se percebe alguma diferença. Não se importe muito, neste momento, com a qualidade da foto, ou se ela está borrada ou não.

E não deixe de compartilhar suas dúvidas, constatações ou comentários conosco.

http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/


***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Fotografando recém-nascidos: 1 - O Fundamental


Quem acompanha este site regularmente deve ter percebido que andei meio sumido nestes últimos meses.
Acontece que meu filho nasceu em agosto e, desde então, a vida tem sido uma loucura, aprendendo a nos virar nesta nova missão que é ser pais.

Nada mais inevitável que eu escrevesse também sobre isto, já que a câmera não tem parado de trabalhar, tentando capturar cada instante desta pessoinha que entrou em nossas vidas.

Não pretendo abordar fotografias de recém-nascidos em estúdio, pois sinceramente não tive tempo algum para montar qualquer cenário para isto. Dar de mamar, trocar fraldas, pôr para dormir e ainda tentar trabalhar um pouco tem sido o suficiente para consumir o dia inteiro...

As dicas serão tão somente para que pais babões como eu possam registrar estes momentos incríveis, desde o instante do nascimento, pois estas serão recordações que vocês terão para toda a vida.

O que é necessário?


1 - antes de tudo, um bebê recém-nascido. Na terminologia médica, um recém-nascido é um bebê com até 28 dias de idade.

2 - uma câmera fotográfica com modo manual. Flash não é necessário, tampouco recomendado. Uma lente com grande abertura (como f/1.8) pode ser um dos segredos para imagens inesquecíveis.

3 - muita paciência.

A Hora do Parto

Minha esposa não queria que eu tirasse fotos do parto com uma câmera Reflex, pois ela preferia que eu ficasse ao lado dela dando apoio, ao invés de ficar procurando os melhores ângulos para fotografar.
E, sinceramente, para quem você mostrará as fotos da cabeça do bebê saindo (principalmente se for parto normal)?

Na verdade, mesmo se quiséssemos, acabamos não tendo tempo algum de pegar a câmera no carro, pois, quando chegamos ao hospital, minha esposa estava com 10cm de dilatação, ou seja, foi chegar e ir direto para a sala de parto.
Temos algumas imagens com uma câmera compacta, mas como estava escuro na sala de parto, serão imagens somente para guardamos como recordação do momento, pois mal dá para ver alguma coisa...

Ainda no Hospital


Fique atento para qualquer situação importante já no hospital, como o bebê mamando pela primeira vez, o primeiro banho, quando ele abrir os olhos (geralmente estará vesgo, mas fica normal depois de alguns dias), quando ele estiver dormindo no colo da mãe, das visitas e dos presentes que recebeu.

Não se esqueça também de registrar a saída do hospital, quando o bebê sair pela primeira vez para este mundo insano.

Compreendendo as limitações dos recém-nascidos

Fotografar um recém-nascido não é o mesmo que fotografar um adulto ou, até mesmo, uma criança maior.
Primeiro, porque eles não ficam muito tempo acordados, ou seja, boa parte das fotos pegará eles dormindo, ou nos poucos minutos que eles estão desperto (e que não estejam chorando).
Depois, porque as possibilidades são bastante limitadas. Há um rol limitado de poses, a maioria das fotos será com o bebê deitado ou no colo de alguém.
Trocar muito a roupa pode deixar o bebê irritado e choroso, o que já põe um ponto-final na sessão de fotos.
Por isto, é preciso paciência e deixar a câmera sempre à mão, para flagrar qualquer atividade diferente.

Nas próximas partes, veremos algumas dicas mais específicas para fotografar recém-nascidos.

***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

domingo, 8 de setembro de 2013

Como melhorar uma foto medíocre


Não dá para acertar sempre. Aliás, em fotografia, você mais erra do acerta. Para obter uma foto excelente, são necessários muitíssimos cliques, muitas vezes com imagens horrorosas no meio do caminho.

Geralmente, é possível dar uma mãozinha para que a foto fique boa. Iluminação, técnicas de composição, bons horários do dia, equipamentos confiáveis, lentes de altíssima qualidade, e assim por diante, mas, em outras circunstâncias, não há o que fazer e, no final do dia, você acaba com uma porção de fotos meia boca.

O que fazer então com estas fotos medíocres?

Jogá-las no lixo

A primeira opção óbvia é descartá-las. Como vimos no artigo Maravilhosas fotos de... nada!, algumas imagens simplesmente não têm conserto. O negócio é deixá-las nas profundezas de sua HD, distante dos olhos de demais seres humanos.

O problema é quando você vai para uma sessão fotográfica, ou para uma viagem, e ao começar a conferir as fotos, percebe que uma ficou pior do que a outra.
A duas principais possibilidades são:

1 - fotos mal-tiradas, isto é, sem foco, escuras ou claras demais, sem composição alguma, tremidas, ou seja, que geralmente não podem ser consertadas satisfatoriamente; e

2- fotos sem graça. As imagens não são ruins por causa de problemas, mas sim porque não têm nada de extraordinário nelas. Neste caso, ainda é possível salvá-las.

Salvando uma foto medíocre


Recentemente, ao trabalhar num artigo sobre Paris, revirei minhas fotos e vi que não tinha nenhuma imagem boa em formato paisagem da Torre Eiffel.
Tinha várias fotos da torre, mas todas em retrato. Recortá-las não era uma opção, então, tive de procurar uma foto medíocre e tentar consertá-la.
Tirada num dia nublado, de um ponto de vista que nem era tão bom assim, é uma foto bastante desinteressante, se não fosse pela Torre Eiffel.


Pensei em duas formas para melhorar esta foto.
A primeira, passando para preto e branco no Photoshop. Dias nublados são excelentes para fotografias em preto e branco, pois criam contrastes suaves, permitindo distinguir as regiões iluminadas e também as nas sombras.
Não é à toa que tantas fotos incríveis de fotógrafos parisienses são em preto e branco, pois o clima da cidade nem sempre colabora.
Adicionei também um pouco de ruído digital para dar um charme.
No entanto, o resultado final não me agradou muito. Ficou muito pesado para o que eu pretendia.




A segunda opção me pareceu melhor: envelhecer a foto no Photoshop.
Para isto, usei uma textura de foto velha e a adicionei como uma camada sobre a foto original.
Com pouquíssimo esforço, consegui melhorar muito a foto original, dando uma impressão de um cartão postal antigo.

(1/125 f/6.3 ISO 100, com flash externo: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/9703736034/)

Neste segundo exemplo, de um retrato, a foto nem está tão ruim assim, porém não é também lá estas coisas.

Para dar um pouco mais de vida à ela, também fiz uma edição no Photoshop.


Primeiro, aumentei o contraste e a saturação para deixar as áreas escuras ainda mais escuras e estourar um pouco as áreas claras. Em seguida, adicionei ruído digital para dar uma envelhecida.


Esta terceira foto desinteressante exigiu um pouco mais de criatividade. Logo de cara, eu sabia que precisaria fazer algum tipo de recorte para destacar o tema, que é a Estátua da Liberdade no fundo.


Novamente, optei por uma imagem em preto e branco, para deixá-la mais dramática.
Aumentei bastante o contraste e usei a ferramenta de preto e branco do Photoshop para clarear os tons de vermelho, assim deixando bastante visível a placa de Perigo (Danger). Também adicionei ruído digital, para dar este clima noir.


Agora, se fôssemos extrapolar para valer, eu recortaria até a Estátua da Liberdade e tornaria o tema da foto a placa de Perigo e aquela pessoa observando os barcos lá atrás.
Com o contraste alto e o ruído bastante perceptível, acaba parecendo até uma gravura ou pintura.

O limite dependerá da sua criatividade.

Como estamos trabalhando com fotos medíocres que já foram tiradas, a única solução que nos resta é o pós-processamento. Se você perceber que só tem foto ruins durante uma sessão fotográfica, basta mudar a abordagem e tentar consertar antes que seja tarde demais.

O que o ajudará a melhorar fotos medíocres?

Os artigos abaixo poderão lhe dar uma luz sobre o que fazer.

Maravilhosas fotos de... nada!
Obtendo a verdadeira foto em preto e branco
Envelhecendo fotos no Photoshop
O que é brilho, contraste e saturação?
Recorte (Cropping)

***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Projetos fotográficos a longuíssimo prazo


Sempre me fascinou aqueles projetos fotográficos a longo prazo, às vezes de 1 ano ou até muito mais.

Em tempos tão velozes, com tanta informação, com tanta gente fotografando tantas coisas, que um fotógrafo tenha a paciência e a disposição para dedicar meses ou anos de sua vida a um projeto é extraordinário.


Eu adoraria me comprometer com algo assim, mas, até o momento, o máximo que consegui foi aguardar 1 hora de intervalo para fotografar o Empire State Building, em Nova York, ao cair da noite.

Por Nicholas Nixon via So Bad So Good

Hoje li sobre um fotógrafo americano que fotografou anualmente a esposa e três irmãs dela por 36 anos. Para conferir toda a sequência, basta clicar no link acima.
É impressionante toda a transformação nas pessoas, como todos nós nos transformamos, às vezes radicalmente, de um ano para o outro.


Já neste vídeo, temos o projeto de um pai que fotografou seu filho durante 21 anos. São várias centenas, talvez até milhares de fotos reunidas num vídeo que chega até a deixar tonto.


Neste outro vídeo, acompanhamos a viagem de Christoph Rehage, percorrendo mais de 4600 quilômetros à pé pela China e como isto o transformou, física e emocionalmente.
Este é um vídeo que merece ser visto, tanto por quem curte fotografia quanto para aqueles que amam viajar.

Como fazer um projeto fotográfico a longo prazo

Projeto McLanche Feliz da fotógrafa Sally Davies, há mais de três anos fotografando um combo do McDonalds que não estraga via Huffington Post. Confira o projeto no Flickr da fotógrafa.

Primeiro, descubra um tema interessante, seja sua família, uma rua movimentada da cidade, uma árvore crescendo, até uma fruta apodrecendo, qualquer coisa que se transforme (ou não) com o tempo.

Depois, você tem duas opções:
1 - usar sempre os mesmos ângulos, posições para as pessoas e o fundo,ou
2 - usar o mesmo tema, mas sem ater-se aos outros elementos.
Isto ficará a seu critério.

Por fim, reunir numa sequência de fotos ou num vídeo todo o material produzido e apresentar ao mundo.

E você está trabalhando ou pensa trabalhar num projeto fotográfico a longo prazo?

***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Descanse em paz 50mm f/1.4


Despeço-me da minha lente Canon 50mm f/1.4.

Por alguns anos, foi uma das minhas lentes favoritas, utilizada para as mais diversas circunstâncias. Algumas das mais belos fotos que tirei nos últimos tempos foi com ela, sempre com aquele bokeh incomparável, essencial para situações com pouca iluminação.
Se você acompanha este blog, sabe bem como recomendo uma 50mm para qualquer fotógrafo.

Recentemente, fiz uma viagem a Portugal e, no último dia, na cidade costeira de Albufeira, ao entrar numa confeitaria, a porta automática se fechou em mim e acertou a lente.

O problema das 50mm f/1.4

Última foto com a 50mm f/1.4 antes da tragédia
A princípio, depois da cacetada, não percebi nada, pois não tirei mais nenhuma foto naquele dia.

Só fui perceber que havia um problema no dia seguinte, quando no caminho de volta a Madri, passamos por Sevilha e fomos dar uma volta na cidade.

A lente não focava mais
O foco do lente havia travado entre 3 metros e infinito, ou seja, se eu estivesse fotografando paisagens ou pessoas neste intervalo, a lente focava bem, mas se eu tentasse fazer o foco mais perto, mesmo com foco manual, a imagem ficava borrada.

A princípio, pensei que fosse um problema simples de ser resolvido. Foi quando descobri que este é um sério problema de fábrica com as lentes Canon 50mm f/1.4.
Parece que o anel de foco é movimentado por um braço de plástico que se solta facilmente, quase qualquer tipo de impacto, por mais leve que seja, pode fazer com que este braço se desloque e desregule o foco.

Para o conserto, existem duas opções:

1 - mandar para a assistência técnica autorizada e pagar uma taxa fixa de uns 100 dólares/euros para regular o foco; ou

2 - abrir a lente você mesmo e tentar ajustar o braço.

Juro que fiquei tentado a recorrer à segunda opção, mas eu sou daqueles que, se abrir um eletrônico, nunca mais consigo fechar, assim eu teria uma lente desmontada e que não serviria para nada.
Agora, pagar 100 euros para arrumar uma lente com quase 4 anos de uso, correndo o risco de ter o mesmo problema no futuro, não me animou muito.

O que fazer?

Comparação entre as lentes 50mm f/1.4 e f/1.8

Li vários fóruns de fotógrafos que tiveram o mesmo problema que eu e também comentários comparando as lentes 50mm da Canon.

Quase todos foram unânimes em afirmar que a lente 50mm f/1.8 é o melhor negócio possível na fotografia. É uma lente barata, com um bokeh que alguns consideram até superior ao da 50mm f/1.4 e que, por incrível que pareça, não tem os mesmos problemas desta lente mais cara (e supostamente mais bem construída).

Assim, fiz um "downgrade" da f/1.4 para uma f/1.8, que acabou de chegar pelo correio em casa, e que custou 116 dólares nos EUA, praticamente o mesmo preço do conserto da outra lente.

Primeira foto tirada com a nova lente 50mm f/1.8
Já havia tido uma f/1.8 quando comecei a aprender fotografia e é uma lente excepcional.

Hoje, comparando as duas lentes lado a lado, a impressão que dá é que a 50mm f/1.8 parece de brinquedo, com uma fabricação muito inferior e com cara de ser frágil. Agora resta-me confiar que ela aguente alguns anos por diante, para que eu possa fazer algumas belas imagens com ela.

Já a 50mm f/1.4, que me custou a cacetada de quase 400 dólares, tentarei vendê-la a preço de banana para alguém que saiba consertá-la, assim pelo menos consigo pagar a aquisição da lente nova.

***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

domingo, 21 de julho de 2013

Então você decidiu comprar uma câmera Reflex?

Câmera Reflex

Quer dizer que agora você resolveu comprar uma câmera Reflex?

Antes de tudo, você precisa se perguntar: para que preciso de uma câmera como esta?

E segue uma lista de possíveis motivos:

1 - porque um dia quero me tornar um fotógrafo profissional;

2 - porque adoro fotografia e quero aprender a fotografar pra valer;

3 - porque não estou satisfeito com as fotos que obtenho com minha câmera compacta;

4 - porque quero me exibir para os meus amigos;

5 - porque é legal!

Vai nessa!
Se você respondeu 1 ou 2, já é meio caminho andado.
Realmente, você não será um fotógrafo profissional se tiver apenas uma câmera compacta, pois elas são bastante limitadas em comparação a uma câmera Reflex e dificilmente você será levado a sério se aparecer com uma camerazinha que cabe na palma da mão.
E para aprender fotografia, nada melhor do que uma câmera que lhe permite controle total sobre suas funções, como ajustes de velocidade do obturador, abertura de diafragma e ISO.
Várias câmeras compactas avançadas possuem controles manuais e são uma opção se você não quiser ou não pude gastar muito, mas, com uma Reflex, você terá opções de lentes e uma versatilidade muito maior.

Reflita
Agora, se você respondeu 3, pode estar ocorrendo duas possibilidades: a - sua câmera compacta é uma porcaria mesmo, ou b - você não sabe como utilizá-la.
Como já explicamos no artigo Tirando fotos melhores com sua câmera compacta, existem muitas camerazinhas boas por aí, basta você saber extrair o que elas tem de melhor.
Sem dúvida, algumas coisas não podem ser mudadas, a profundidade de campo e a redução de ruído digital das Reflex são muito mais agradáveis do que nas compactas, mas se você tiver uma compacta boa, como vários modelos da Panasonic, da Nikon, da Canon e da Olympus, você pode aplicar todos os princípios de composição e obter belas fotos.
O segredo de uma boa fotografia é, na maioria dos casos, um bom fotógrafo.

Não se iluda, se você não souber utilizar sua câmera compacta, há grandes chances que você tenha dificuldades maiores ainda para utilizar uma Reflex e a qualidade de suas fotos poderá ser ainda pior.
É necessário estudar e aprender como usar uma Reflex para se tirar belas fotos.

Cartão vermelho
No entanto, se você respondeu 4 ou 5, pense melhor antes de gastar sua grana numa Reflex.

Elas impressionam mesmo, e quanto maior for sua Reflex, mais atenção ela chamará na rua. Isto poderá atrair ladrõezinhos, curiosos ou, se você for do tipo que gosta de fotografar pessoas na rua, poderá fazer com que você perca belos momentos espontâneos porque sua câmera é muito chamativa.
Além disto, uma Reflex pode ser pesada e se você não quiser ficar carregando um chumbo nas costas por horas durante sua viagem, é melhor reconsiderar.
É um investimento muito grande para quem quer apenas se exibir.

Nem todo o mundo tem disposição para aprender como utilizar uma Reflex e depois sai reclamando que a câmera/marca/modelo é ruim.

Como escolher uma Reflex?

Câmera Reflex

Mas o que é uma Reflex?

Uma Reflex ou SLR (Single Lens Reflex) é uma câmera com um espelhinho dentro que reflete a imagem que passa através da lente e chega até o visor ótico. Quando você aperta o botão, o espelhinho se ergue, a cortina do obturador se abre e o filme ou o sensor digital captura a imagem.
A grande vantagem de uma câmera Reflex é o fato de você estar vendo exatamente a imagem que você obterá.
No entanto, uma das desvantagens é que, quando o espelho se levanta, o visor ótico fica todo escuro por uma fração de tempo, que é o tempo para capturar a foto e a câmera retornar a seu estado inicial. Se for uma velocidade do obturador rápida, isto será quase imperceptível, mas se for uma velocidade lenta, poderão ser vários segundos sem ver nada pelo visor ótico.

Existem várias marcas e modelos de câmeras Reflex por aí, mas você provalvemente comprará - e é o que eu recomendo - uma Reflex da Canon ou da Nikon.

- E a Sony, ou a Pentax, ou a Olympus, ou sei lá o quê? - você me pergunta.

Até podem existir modelos bons destas outras marcas, mas, repito, vá de Canon ou Nikon que não haverá erro. São as melhores marcas do mercado, com a maior variedade de lentes e acessórios, e são as marcas usadas por uns 90% dos fotógrafos profissionais, chutando por baixo.

O fator crucial na hora de escolher um modelo de Reflex é quanto você pode ou quer gastar.

Uma Reflex manufaturada de um modelo anterior, com a lente do kit, pode custar a partir de uns 400 dólares e é um preço justo para quem está entrando neste mundo.
Os modelos mais recentes podem custar o dobro, mas não se deslumbre com os lançamentos. Comprar uma câmera usada ou remanufaturada é uma ótima maneira para investir seu dinheiro e ainda sobrar um pouquinho para comprar lentes.
No caso de câmeras usadas, atente para o número de cliques, pois a câmera tem uma vida útil média que varia de modelo para modelo. As Reflex introdutórias costumam ter uma vida útil de 100 mil cliques, o que é bastante, mas, se você tiver o dedo nervoso, é um prazo de uns 4 ou 5 anos de uso.

Para mim, por exemplo, não interessa se uma Reflex faz vídeos ou se pode ser usada como telefone celular. O que importa é que tire fotos e só. Se eu quiser uma câmera de vídeo, comprarei uma câmera de vídeo, não uma Reflex.

Como escolher as lentes?

Canon lenses (and a Sigma one)

Se você comprar uma Reflex Introdutória, ela provavelmente virá com a lente do kit, que não será a melhor lente do mundo, mas dará um baile nas lentes de qualquer câmera compacta no mercado.
Estas lentes do kit são lentes de zoom que partem de grande angular até uma telefoto curta, e geralmente não tem aberturas muito grandes.

Uma ótima aquisição, que pode ser feita logo assim que você comprar a câmera, é de uma lente 50mm com uma grande abertura, como f/1.8. Tanto a Canon quanto a Nikon possuem modelos acessíveis, na faixa de 100 dólares, e estas lentes são excepcionais, essenciais para muitos fotógrafos.

Durante anos, eu fotografei apenas com uma lente Canon 50mm f/1.8 e obtive imagens extraordinárias. São ótimas para situações com pouca luminosidade e a pouca profundidade de campo é impressionante.

Posteriormente, é muito possível que você sinta a vontade de comprar lentes melhores para complementar o seu equipamento, talvez uma grande-angular, uma telefoto ou até uma lente de zoom com maior qualidade. Prepare-se para pagar o preço por um upgrade como este, pois as lentes são caras, às vezes muito mais caras do que a própria câmera.

Só lembrando que lentes com distância focal fixa, isto é, sem zoom, costumam ser mais baratas e com qualidade ótica melhor do que boas lentes de zoom. Além disto, estas lentes fixas são ótimas para treinar o olhar, já que você se acostuma com aquela distância focal e é obrigado a se mover para se aproximar ou se afastar do sujeito fotografado, explorando as possibilidades e os diferentes ângulos, ao contrário das lentes de zoom, que basta girá-las para fazer a aproximação.

E depois?

Bem, depois você estará condenado!

Assim que você comprar a primeira Reflex, você vai querer lentes, trocar a Reflex por uma outra melhor, comprar flashes, comprar mais lentes, e todos os tipos de equipamentos disponíveis.

É um vício que se justificará nas fotos que você tirar.

Não lhe diga que eu não avisei.

E, para concluir, não se esqueça de ler o manual da sua câmera! Do começo ao fim...



***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.